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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Tremenda guerra gastronômica.

Está acontecendo uma guerra estrondosa no corredores das áreas de lavagem pelo mundo.
De anos para cá, o epicentro na alta gastronomia no mundo mudou o eixo. Saiu da França e se mudou para Espanha com seus vinhos frutados e marcantes. Isso encorporado na pele do já lendário Ferran Adriá. Ele, pesquisador e adorador de novas técnicas e sabores, tem como principal característica descontruir o paradigma do habitual e reconstruir o trivial de um jeito novo. Como diriam os palestrantes de Mkt, ele sai do quadrado. Para tal, ele e irmão (são donos do, eleito e reeleito melhor do mundo, El Bulli, nos arredores de Barcelona), utilizam certo produtos; ficam metade do ano testando e aprimorando para utilizarem em suas receitas. Recentemente, lançaram linha destes. São todos construtores de texturas, desde de espumas, passando por areados e chegando a gelificantes poderosos. Lógicamente, além do auxilio de produtos naturais, eles utilizam de determinados componentes quimicos em seu produto, portanto em suas receitas.
Dai surge o problema. Desafeto histórico de Adriá, Santi Santamaría,- Chef dono do Can Fabes, restaurante três estrelas (máximo conferido) no renomado Guia Michelin- ataca dizendo que o Chef usa quimicas que podem ser prejudicais a saúde. Ironicamente, Santamaría usa em uma de suas receitas mais tradicionais alguns desse produtos.
O que chama atenção nessa hitória toda, acompanhada dia a dia por jornais e revista e pelo mundo, é que ambos são espanhóis. O mundo da gastronomia mudou. Assim como Adriá, saiu do paradigma francês. Chefes e críticos gastronomicos de todo o mundo saem em defesa de um e de outro.
Mas a França se cala. De nariz empinado- tradicional e mundialmente conhecido- os françeses tratam o assunto como desdém, como estivesse acima disso.

Mas afinal, que reflexo isso pode ter no mercado perto de nós. Quem sabe muito... Quando o movimento da alta gastronomia aportou por aqui, não tinhámos receitas contemporâneas, nem imaginávamos utilizar determinados processos e ingredientes. Com e tempo, isso se difundiu. Hoje restaurantes tradicionais vêm utilizando algumas técnicas e ingredientes novos, e uma boa pitada vem sendo introduzida as poucos no nossos dia a dia, até na prateleiras dos nosso supermercados de bairro.
A segmentaçao de mercado, pode, sim, preteger nosso feijão com arroz, mas pode construir franksteines. Talvez, um dia, em breve poderemos provar um "arroz risotado de feijao tropeiro com ovo de avestruz do monte Fuji e toques que cloaca de surubim fêmea do alto amazonas ao avesso". Definitivamente o mais delicado é a junção do tradicional com o novo. Pode ser lindo ou muito ruim. Quem sabe um dia cozinheremos sem fogo, sem ingredientes e virtualmente?
Vai saber....