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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Comer pra satisfazer ou sentir prazer?

Depois de mais um sumiço providencial, (estou aprontando...) me peguei pensando numa dicotomia, quase uma antítese, no mínimo estranha.
As grandes inovações podem surgir do acaso ou de pesquisa. No nosso cotidiano, quem cuida de alimentação, mesmo a sua avó ai preparar o almoço de domingo, tenta novas combianções de sabor, baseada em conhecimento prévio, para conseguir melhores resultados em receitas antigas e quem sabe até novos sabores. Dessa maneira surgem no nosso cotidiano inovações saborosas e desastres engraçados.
O desenvolvimento da culinária profissional também segue essa ordem. Busca novas roupagens para antigas receitas e sabores, a contemporânea em sí, adora descontruir os paradigmas de material, textura e forma. transforma bife em sorvete de bife e sabores sóidos em espumas e assim vamos.
Porém, estava ouvindo o Wessel na band news FM dar novas maneira de se fazer, em casa, uma cesar sald, com peixe, camarão e outros métodos com filé de frango. Eu ainda pensava numa maneira de fazer as curli fries....
Mas afinal, como sempre, acabei pensado no porque fazer isso. Sempre, invarialvelmente, tentamos produzir o melhor pra nossos clientes, nossa família. Mas afinal, eles sentem essa diferença? Será que um tempero diferente atinge o consumidor final do jeito que esperamos. Melhor ainda, as pessoas sentem o sabor da comida. Essa dúvida me fez remeter a mim mesmo, eu sinto o sabor da comida? Bem acho que as vezes preciso sentir mais o saborda comida. Acho que todos devemos.
Afinal sentir essa pequenas diferenças pode ser muito prazeroso,e fazer a diferença de verdade entre comer pra satisfazer e comer para sentir prazer...

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1 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Olá Igor

Comer para satisfazer ou sentir prazer?
Opto pelas duas sensações e abro meu comentário lançando este desafio, porque acredito que são inseparáveis.
Antes de dar início a defesa de minhas convicções, vejo que surge a inovação como sustentação a sua primeira colocação, dando base as mudanças que nos surpreendem ou nos isolam de tais sensações.
Quem sabe se é só por aí? Não acredito.
Inovação só acontece quando há sucesso e na culinária o que pode representar uma grata experiência para mim pode soar como um fracasso para você.
Entramos no campo da subjetividade, das referências, expectativas e sonhos, e aí meu amigo tudo pode mudar rapidamente, inclusive indo ao mesmo lugar, pedindo o mesmo prato, em duas oportunidades distintas.
Neste caso não cabe uma equação exata e sim campo aberto ao novo, desde que partamos do princípio minímo de qualidade e compromisso com a boa mesa.
E daí voltamos a satisfação e ao prazer.
Primeiro acredito que sua proposta gastronômica deve ser clara, não impondo falsas expectativas ao cliente quanto aonde está pisando. Terreno minado derruba clientela.
Segundo a execução deve ser correta, nem mais nem menos do que isso.
Terceiro, a hora da verdade: surpreendemos?
Matar a fome é singelo para uma experiência gastronômica verdadeira, mesmo sendo na carrocinha de cachorro quente, portanto saia do lugar comum.
Se você atingiu a primeira premissa seu cliente vai entender a navegação por novos mares, sabores e sensações.
Logo, arrisque!
Design, acolhimento, ambiente, tudo aquilo que torna a experiência inigualável soma a sua proposta, a sua inovação.
Seu cliente vai entender que você quer se comunicar com ele e irá junto com você, mesmo que tudo não saia 100%. O que interessa é que ele saiu da mesmice e não foi enganado.
Sentirá o sabor da comida, de acordo ou não com sua proposta, mas procurará participar alinhando com suas referências.
Quem sabe você não ganha um novo chef?
O prazer e a satisfação vem daí, o resto é cotidiano sem inovação, e não é isso que queremos para os nossos amigos, opa, clientes.
Sugiro Brand Sense de Martin Lindstrom como leitura. Imperdível.
Agora vou indo porque tenho compromisso com minha satisfação e prazer culinário.
Vou correndo para o Bem Dito.
Forte abraço,

Ricardo Guinâncio

9 de setembro de 2009 02:48

 

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